quarta-feira, 16 de novembro de 2011

nada

Então vamo embora..tentar uma análise superficial.Até diria que sou capaz de fazer uma análise psiquiátrica,tenho que assumir que as teorias que até hoje me mostraram não surtiram muito efeito..talvez porque a maioria das coisas faladas sempre estiveram implícitas em mim,acredito que existe um tipo de loucura natural que ja vem com a gente,entranhado em quem realmente somos..seria um tanto banal eu querer exemplificar ou qq coisa que seja,assim...Do que se trata o que os outros julgam.E sé que se trata de algo realmente que importe..de repente surge uma vontade louca de correr,correr sem olhar pra trás,sentindo um vento no rosto que nos dá aquela sensação de liberdade,e mesmo que momentânea é justamente isso que vale a pena..natural born killers,whatever,seja lá qual esse instinto que é particular e incurável,não existe remédio algum pra retirar nossos instintos.De repente somos diferentes e seguimos indirentes a todas as crenças..quando não acreditamos em nada isso por si só já é acreditar...a descrença agrada quem não tem muito a perder é mágica,uma insanidade única;duvidar de todas as regras ou reinventá-las de uma forma diferente,é isso que fazemos do nosso jeito..As ameaças de um mundo que beira o normal,dentro da nossa insanidade,já não faz tanta diferença;podemos escutar todos os gritos e ainda assim nada faz mudar,nada faz nos mudar assim.Qual analista pode mudar meu ponto de vista??escutamos,entendemos até.E só.A visão fica muito distorcida quase sempre.mas quem pode me dizer alguma coisa mais concreta?Pode ser um texto bem retórico,ele fica dando voltas mas exatamente porque nada é intendível.Poderia escrever paginas e paginas sobre um assunto que nem eu sei ao certo qual é,incluo opiniões e visões que recolho por aí,acaba dando nisso..e é um texto de certa forma bacana,ludico e inconclusivo.Voltas e voltas,voltas interessantes.Alucinógeno talves,mas não sem fundamento,minha base sou eu sem os pés no chão,um tanto quanto aéreo.Trata-se de quem eu sou,uma mistura de tudo e nada,um fragmento que não se solta nunca,porém preso na minha alma e essa sim é real.E de realidade eu sei pouco demais..nada é tão real assim.Não pode ser.Toda essa creça de que somos que ser alguém lucido faz tempo que já não cabe neste século,neste mundo,não cabe em nenhum lugar..basta olhar para os lados e reparar que está todo mundo vivendo de ilusões e nada esta focado,nada nunca esteve.Basta vc ir um passo pra direita,que vai ter lama demais e sujar os pés é bom demais.tipo pantufa de jaca,quem não quer??

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

To no jogo ainda.

Eu ainda estou aqui.Inteira,intacta.Tenta dar um avolta por cima e me ver de outro angulo qualquer,estico o pescoço e giro o corpo pra melbrar qual caminho eu fiz,pra ver se deixei passos marcados no chão,alguma pista.Não vejo,não tracei um plano no qual pudesse me escorar ou sequer relembrar.Sem táticas,fui"eu" sendo "eu".A coisa flui de forma uniforme e o jogo fala por si só.Uniforme,retilíneo,linear.E no meu caso,num gráfico crescente;ascendente.Uma cabeça a preço de ouro,se elguem está sendo colocada de pé para ser m,etralhada essa sou eu.E eu, eu ainda estou aquiPor saber da impermanencia do mundo,de tudo,abstraio a pressão de cumprir a missão ou não,me foco no objetivo de me divertir com a proposta ao extremop,porque admito que tenho apenas uma chance de absorver o prazer que [é atravessar meu próprio limite,se é que eu tenho algum.Um prato transbornando de idéias suicídas,todas na segurança do cabo de aço...o que mais eu posso querer??Está aqui a chance exata de eu dar um pilo em falso,um passo errado,de não pensar.Um abraço na minha impulsividade todo dia de manhã,um aperto de mão na minha insanidade,lembranças pro desapego e pra incoerência.;.Livre na minha própria lisergia e rodeada pelas minhas inumeras fantasias,me vejo de lelance e amo o que vejo.No cofre do quarto do hotel,meu coração esta trancado e só eu sei o segredo.Cofre trancado,viro guerreira.Luto por mim,pela minha falta de bons modos.Gosto do que sentem dor e se deleitam com ela.E de rebote,tenho gostado mais de mim,do que via a se..Porque eu,eu ainda estou aqui.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Prólogo

Te apresento ,eu.Me introduzo a vc,não te introduzindo em mim,lógicamente ou não.Não sou cigana por mero statos,vivo na constante mudança fazendo dela meu combustível fluorescente da eterna renascença.Sou o que acabei sendo mas quem nunca planejei ser,sou o que o fluxo caótico da minha vida-uma soma atropelada de flores silvestres se invadindo com os mais diferentes toques,a antiga vanguarda vestida com o mais fino retrô ouvindo racionais curtindo um rock com all star-vim a ser minha glória,uma obra prima sem assinatura alguma,mulher de um homem só.A eterna apaixonada,legítima dona da genética invejável-a desregrada comandante de todas as regras jamais imaginadas,sou tudo numa só...espartana,super heroína dos meus próprios vilões.Aquela que veste seu medo sem capuz.Amenina que anda de pernas de fora na augusta,armada de soco inglês,disposta a matar,entregue a amar eternamente uma pessoa só.Será sua sorte,será seu mal.Originalmente uma alma translocada,descomportada,desbocada,se acerto por um lado é porque errei por todos os outros,sou exatamente quem deveria ser,dona de todas as cores e soterrada na própria lisergia imaginatória que devora todos os meus pensamentos.Sou muitas mulheres mas sei a quem pertenço.Obedeço apenas a um espartano,o resto está sob o nosso comando.S engasgo em risadas agora,outrora eram tantas lágrimas...,me assusto,sou assim..sem tirar nem por,acredite ou não,vivo na bera de um precipício D mãos dadas ao meu borderline alma gêmea,meu outro eu.Nunca caímos.Olhamos abaixo,sabemos o que há no fundo e nisso não há mistério algum,nossa alma é um abismo profundo,profano e colorido.Nosso rock'n roll é em casa,um silêncio ao ver a dupla passar num parentesco de hittler e dalailama,ainda cor de rosa,entrelaçado de beijo e apego..sou assim,um fragmento que não se solta.Solta.Livre.Ainda assim presa em minha mente.Minto.Bordeando a extermidade de todos os meus limites.

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

trezentos..

Ta tudo aqui,resultado puro do que busquei,posso escutar atraves da porta do nosso quarto,atras de mim nossa cama,dentro de mim nossos sonhos..uma coisa louca,como se tudo que eu encontrasse se repelisse ao mesmo tempo..os dias se encontram magnificos e se estuporam em novidades antigas nas quais tento me permanecer,te vejo soberano em planos ilicitos temporais e atemporais...e de tudo,blind me..so tenho o desejo e a certeza absoluta de que quero ficar sempre perto,enraizada na impulsividade de uma parceria que se fez e se tornou amor eterno e etereo,definitivamente uma daquelas pessoas que abriria mao da propria vida para poder escutar seu ultimo suspiro apenas pela pura entrega e redencao do amor eterno,da crenca dele ser existente e ser todo meu numa fracao de segundos,Sou assim.Voce sabe,por isso nao podemos lidar com a ideia da distancia..Escuto o som da sua voz e seria humilhante eu tentar identificar no dicionario algum vocabulario que denominasse o grau de conforto que me traz estar exatamente onde estou,numa distancia de passos,que fique em segredo todos nossos segredos todos nossos olhares e conversas peculiares,entre confidencias ferozes de dois bordes que nao mentem e entre linhas na veracidade de todas as verdades se arrebatam com suas realidades,no limite dos extremos,face to face,we are truth.Espartano,vc Espartana,eu.muito mais que trezentos,,c cabe..

terça-feira, 16 de agosto de 2011

lado a lado

Eu sei,todos os meus passos foram cautelosos e compassados,senão já esperados..de outra forma não poderia ter suporte para agora estar sentada e silenciosa,porém ñão menos eufórica,e comemorar cada linha traçada por mim mesma para se chegar exatamente do ponto de ondeparti:de dentro de vc-não menos eu,mas somados,uma comemoração nazista involuntária-te ganhei de novo.Felicidade não seria-e ainda assim a cito pois para quem vir de fora poderá enteder como-mas passa muito além,por ser muito maior e transcender ela por assim dizer,uma soma de destino e amor intenso e verdadeiramente eterno ,intensidade real de uma profundidade que eu mesma não saberia que conseguiria sobreviver..foram tantas respirações profundas,tantas vezes que pensei estar tão distante,mesmo tendo vc infestado no meu corpo de forma avassaladora e não tenho como não dizer,de forma até cruel,pois meu pensamento tantas vezes irradiou de forma positiva a conquista que tenho agora,dia e noita pensando,remoendo e meticulando de alguma forma algum plano que pudesse colocar nossos caminhos,de novo,na mesma linha,no mesmo andaime para andarmos juntos.Lado a lado,sempre..e de alguma forma,na distancia que se fez em um tempo que agora não me lembro,os passos eram os mesmos,a vida se faz de forma virada,a gente se virando dentro junto com ela,acabamosfrente a frente,como ja tinha dito antes,juntando o que restou de tudo numa puta de uma arena,juntos,sem pressa..Não posso questionar..nada seria óbvio e tudo o que me é duvidoso é uma soma do que somos,seria injusto que viéssemos livres de indagações e,por que não,até seus medos que vou ver um a um sendo jogados fora não poderiam ser mais doces,mias inocentes,mais sensatos...sentados,aplaudimos cada curva,as duvidas olhos nos olhos agoras não serão mais duvidas,as iras serão gritadas lábio a lábio e isso sim é a justiça da qual eu falo,daquela honestidade de quem se ama e se deve..quando te disse..y will fight for you..era disso que eu tava falando..

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Vamo pra arena

Ta,foda de passagem que ta ficar sem escrever..complicado seria sim eu passar em branco sem me explicar todo essa dúvida que deixei brotada em vc,naquele banco da praça,num sábado bem específico pra gente se reencontrar e saber o que já era sabido,que a gente se arrebata de loucura um pelo outro..dois borders por assim dizer,o tempo que era pra distanciar só fez enraizar o que ja era sabido por todos;e por nós dois,refletido em nossos olhares de puro amor misturado com a dor da perda que se fez e nos fez,ali estavamos de novo,entrelaçados,enraizados,e aí sim,pois quando nossos lábios se tocaram e o beijo,melhor que antes,mais intenso e mais entregue,com mais certezas e mais fúria,tua fúria toda em minhas mãos..sua tremedeira te delatou todo meu..e ali.por não ter e nem querer mais correr ficamos imensamente juntos e entregues.Vc viu e eu vi que não tem saída quando amar do jeito que a gente ama permanece na gente.Achei fofo ver tua delicadeza misturada com sua dureza e raiva que não combinam com um fim de tarde que nos encaixou..e como eu vc sente falta.Sei que tuas dúvidas são o que te prendem agora e o que talvez te afastem pra sempre de mim e de vc,e não sei de que dúvidas eu falo e nem do que vc duvida em mim e em vc,se com os olhos fechados e os lábios entrelaçados,saliva e tesão,toque e amor pra caralho que a gente tem transbordando borderlinemente(talvez o que nos faça temer)está claro que juntos não existe nada que derrube nem nada que separe mais.Sou sua .Tenho clareza que não quero ficar um segundo mais longe de vc,mais seus dois lados,tudo o que vc treme se defronta com suas tatuagens de caveira e maldade que vc agora,está enraizado com.Te entendo e nem tenho como não respeitar tudo isso que vc procurou,tudo isso que vc se tornou,essa vida louca que agora vc leva a busca de não sei exatamente o que....no fundo o que te encaixa me encaixa também..De realidade negra vc sabe tudo de cor e salteado..e sie bem do que fui atrás...do que temo,as suas duvidas de que talvez nada seja do jeito que vc pense..mas de verdade,vejo seus pedaços meio espalhados,e antes eu ficasse pela metade,nem isso..sigo na minha,tenho feito minha parte,vc viu bem diante de vc toda verdade,de bandeja la estava entregue o grande ouro e toda minha verdade,não posso me esticar muito mais...nos meus sonhos ainda está lá..na prática,uma proposta..junta todos seus pedaços espalhados e vamos junos pra arena..lado a lado.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

campos do jordão do avesso

Todo ano é assim,existe essa grande expectativa julhina,por assim dizer...eita mês que faz render lá pra bandas da serra,seja em chocolate,neguinho babando em boate,na tal e tão procurada cerveja do baden baden-que no fim é cerveja como outra qualquer-só que tem que subir a serra pra tomar,e a graça tá nisso,e vai achando graça,que vem curitibano comprar iate,carioca comprar jet ski-e num me pergunta por que por aqui-meu ex cunhado e atual cumpadre tem uma teoria de que os indigestos senhores não tem assunto no café da manhâ(que deve acontecer lá pelo meio dia,lá todo mundo dá aquela esticadinha)e na falta de assunto,sabe como é....vambora comprar..tem jet ski,helicoptero,landrover..eu fico literalmente embasbacada,quando passo correndo e humilde pergunto com cara sacana pra um dos vários promoters e divulgadores dessa vergonha t0da se realmente se vende alguma coisa por lá..E pode sentar meu caro,vende,vende muito,vende tudo.Nego compra,nego vai lá pra comprar e pra comer.Julho é assim,tem meio um padrão,acho meio do avesso,tá todo mundo encaixado nessa porra desse padrão andando de um lado pro outro calçando suas botas de couro de bico fino fincadas em calças justas de tirar a respiração de qualquer santo,porque na vida num deve ter desconforto maior do que andar sem respirar se equilibrando numa bota bico fino plena três da tarde pra comprar chocolate,tudo uma questão de estilo..Te juro passei por lá em grande estilo:shorts de corrida estilo marina(curto de dar nó),tênis rosa choque com barro-uma cor meio osklen-regata,viseira,óculos,i-pod-tocando racionais a sade no ultimo volume pra cortar toda densidade que o ar rarefeito e limpo explode num paulistano-e vamo que vamo;realiza que os gorros e cachecóis logo se trombaram comigo num efeito alarmante:quem seria aquilo?aumentei o volume,continuei correndo,e por aquela unica rua do centro que passei decidi por la não voltar nunca mais..5 km depois cheguei em casa,exausta,meio apavorada com a plumagem toda do povo naquele puta sol dos infernos,tirei a roupa e de biquini fiquei de bunda pro sol,derrotada...definitivamente desenturmada daquela gente..dos muitos dias que fiquei por lá,corri todos,mas não...sem chocolate...sem baden baden..olhei pro lado,vi tanto verde,só mato...senti um alivio..talvez eu fosse do avessso mesmo.